Mario Palestras
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quarta-feira, 28 de setembro de 2011
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
Café da manhã é fundamental para garantir concentração e desempenho cognitivo
Quem pula a refeição provavelmente não consegue consumir diariamente a quantidade e a variedade ideais de nutrientes necessários ao organismo.
O despertador toca, você acorda, levanta, lava o rosto, se veste, se arruma e sai de casa para trabalhar, estudar ou realizar alguma atividade. Se a sua rotina acontece mais ou menos desta forma todas as manhãs, você está esquecendo-se de uma parte fundamental do seu dia: o café da manhã. Talvez você não relacione fatos do cotidiano com as consequências da falta desta refeição, mas, sua ausência pode ser prejudicial em vários sentidos.
Segundo a nutricionista Camila Freitas, o café da manhã serve principalmente para quebrar o jejum depois de horas de sono e disponibilizar energia. Sem ele, você pode se sentir cansado e sem disposição ao longo do dia. Além disso, a mente também sente os efeitos da falta da refeição.
— Embora muitos não saibam, o café da manhã fornece energia também para o cérebro, que depende da glicose para funcionar — explicou, nesta terça-feira, durante o lançamento, em Porto Alegre, da campanha Café da manhã é + do que você imagina, da Nestlé.
Pesquisas recentes mostram que pessoas que fazem a refeição apresentam uma melhor performance cognitiva, o que inclui uma capacidade maior de recordar, memorizar e se concentrar. Um estudo específico com crianças revelou que além da memória, o café da manhã permite uma atitude mais positiva em relação à escola, uma pontuação melhor em matemática e leitura e índices menores de problemas de disciplina.
Além disso, de acordo com Camila, quem pula o café da manhã provavelmente não consegue consumir diariamente a quantidade e a variedade ideais de nutrientes necessários ao organismo.
— O cálcio, por exemplo, presente no leite e nos seus derivados (queijo, iogurte) é geralmente consumido nesta refeição — afirma.
Crianças
Se é fundamental para pessoas de todas as idades, a primeira refeição do dia é ainda mais essencial para as crianças, que estão em fase de desenvolvimento e formação dos hábitos alimentares. Por isso, o estímulo dos pais no sentido de cultivar o costume saudável é muito importante.
A atriz Julia Lemmertz, que participou do evento e é uma das madrinhas da campanha, acredita que o café da manhã deve ser encarado como um "cerimonial".
— Acho que é um hábito que se conquista e os pais tem que dar exemplo para os filhos. Muitas vezes é complicado, mas tem que conquistar as crianças - que acordam com sono e sem fome -, criar gostos, incentivar, colocar a mesa e comer com elas — disse.
Embora a maioria das crianças brasileiras tomem café da manhã regularmente (83% das mães afirmam que seus filhos fazem a refeição todos os dias), muitas mães não estão satisfeitas com a qualidade da refeição. A constatação é de um estudo, realizado pela MarketTools a pedido da Nestlé, que entrevistou 207 mães de crianças com idade entre seis e 15 anos nas cidades de Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro e Recife.
O levantamento mostra que 40% das mães diz que é o filho quem escolhe o que vai comer no café da manhã. Contudo, de acordo com a nutricionista Camila Freitas, as mães precisam entender que quem apresenta os alimentos para os filhos e os disponibiliza são elas mesmas, ou seja, elas que colocam na mesa o que eles vão comer.
— A mãe deve oferecer um alimento para o filho pelo menos 10 vezes de formas diferentes para certificar-se de que ele realmente não gosta do item — exemplifica.
Confira outros resultados da pesquisa que analisou os hábitos em relação ao café da manhã:
:: 91% das mães entrevistadas gostaria que seus filhos comessem mais frutas ou alimentos feitos com frutas;
:: 90% queria que as crianças tivessem um café da manhã mais balanceado e 87% mais saudável;
:: 88% afirmou que gostaria que a refeição fosse mais rica em vitaminas e minerais;
:: 77% concorda plenamente que o café da manhã é muito importante para a saúde da criança;
:: 77% também não tem dúvidas de que comer pela manhã é fundamental para o desempenho escolar dos filhos.
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
Diferenças entre fotos de homens e mulheres nas redes sociais
Pesquisadora acredita que vida online é "uma versão exagerada da identidade do dia a dia"
Michele realizou uma pesquisa com 427 usuários adultos do Facebook e descobriu que eles têm entendimentos complexos de sua apresentação na rede, que vão além do narcisismo. A pesquisadora diz que a foto do perfil "representa o corpo do usuário no ambiente online" e é a forma mais concreta de auto-representarão, podendo ser percebida como uma "identidade implícita", na qual se lança mão de traços da personalidade.
Em alguns casos, quem visita um perfil pode ter a impressão equivocada de que a pessoa é mais popular, atraente e autoconfiante do que talvez seja realmente. Até mesmo o número de amigos influi, o que indica que pertencer a um grupo grande pode servir como ferramenta para impressionar e se autopromover.
É preciso, no entanto, entender a diferença entre identidade — o que sabemos que somos — e imagem — o que transmitimos aos outros. Ou seja, ao escolher uma imagem para o perfil, tenta-se passar uma idéia do que se quer ser. Dentro disso, entram adjetivos infinitos como, antenado, culto, amoroso ou sério.
Michele acredita que a vida online é, para a maioria, "uma versão exagerada da identidade do dia a dia".
— A maioria dos usuários do Facebook cria uma identidade que reflete a pessoa que espera ser — explica.
As escolhas de cada um no Facebook
Mulheres
:: Tendem a colocar mais fotos em grupo.
:: Atualizam a página com mais frequência.
:: Preferem fotos em que estejam sorrindo.
:: Atualizam as fotos com mais frequência.
:: Têm duas vezes mais visualizações, marcações e uploads no Facebook.
:: Preferem olhar fotos de mulheres que não conhecem.
Homens
:: Usam a rede para paquerar.
:: Preferem fotos com mulheres.
:: Preferem ver fotos de mulheres desconhecidas.
:: 8,9% dos entrevistados preferem fotos de objetos a reais.
:: 6,6% dos entrevistados dizem preferir fotos em que se sintam "únicos", contra 2,4% das mulheres.
:: 12,6% dos rapazes disseram nunca ter mudado a foto de perfil, contra 6,5% das moças.
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Pessoas atraentes são mais egoístas, aponta estudo.
Por serem melhores parceiras para o acasalamento, elas tendem a se achar autossuficientes, dizem os cientistas.

Um novo estudo diz que as pessoas abençoadas com características faciais simétricas e, portanto, mais atraentes, como a atriz Natalie Portman e o ator George Clooney, são menos propensas a cooperar e são mais egoístas, mantendo o foco em seus próprios interesses. Segundo os autores da pesquisa, a explicação pode ser encontrada na seleção natural. Eles afirmam que, em um nível subconsciente, as pessoas tendem a ver os atributos físicos simétricos como um sinal de boa saúde, o que leva à atração física.
A pesquisa será apresentada no encontro anual dos agraciados com o Prêmio Nobel, em Lindau, na Alemanha, na próxima semana. Estudos anteriores sugeriram que os indivíduos com rostos simétricos tendem a sofrer menos doenças congênitas e, portanto, seriam melhores parceiros para o acasalamento. Então, dizem os autores, essas pessoas se acham mais autossuficientes e têm menos necessidade de procurar a ajuda de outras.
Os autores, Santiago Sanchez-Pages, que trabalha nas Universidades de Barcelona e Edimburgo, e Enrique Turiegano, da Universidade Autônoma de Madri, também investigaram a relação entre os níveis de cooperação e a exposição à testosterona durante o desenvolvimento. O hormônio masculino é geralmente associado a comportamentos agressivos, sugerindo que os "machos alfa" não são bons para trabalho em equipe. Mas os próprios investigadores dizem que esta é apenas uma verdade parcial e que a testosterona pode promover um comportamento de cooperação.
— Os indivíduos expostos a altos níveis de testosterona durante o desenvolvimento fetal não cooperaram menos do que o resto dos participantes, e cooperaram até mais que indivíduos com níveis médios do hormônio — explicam.
Na opinião dos autores, não se pode ter uma "conclusão simplista" e achar que a assimetria facial e o nível de testosterona podem ser usados para prever o comportamento de uma pessoa, mas a pesquisa poderá ajudar a entender melhor algumas condutas.
terça-feira, 16 de agosto de 2011
Mulheres tendem a fazer barulho antes do orgasmo ou durante o do parceiro, mostra pesquisa
Cientistas acreditam que elas manipulam o comportamento sexual masculino em proveito próprio
Muitos são os homens que desconfiam e as mulheres que afirmam que fingir um orgasmo não é algo que exija muito esforço delas. Agora, um novo estudo mostrou que o barulho que a mulher faz na cama geralmente não corresponde a seu orgasmo. De acordo com uma pesquisa da University of Central Lancashire, no Reino Unido, o som emitido por elas geralmente é feito antes que ela atinja o orgasmo, ou durante o do seu parceiro.
As descobertas foram baseadas na análise do comportamento de 71 mulheres com idade média de 22 anos, mostra reportagem do Daily Mail. O estudo procurou identificar se as expressões vocais de uma mulher durante o sexo foram desencadeadas pelo orgasmo ou ocorreram independentemente.
Cada participante preencheu um questionário sobre seu comportamento sexual, que incluiu detalhes sobre como elas alcançam o clímax e em qual ponto elas eram mais propensas a se expressar por meios sonoros.
A maioria das entrevistadas disse que atingiu o orgasmo durante as preliminares, mas eram mais propensas a emitir sons durante o orgasmo de seu parceiro. Os pesquisadores acreditam que a razão dessa discrepância é que as mulheres "manipulam o comportamento masculino em seu proveito".
Eles escreveram:
— Esses dados juntos demonstram claramente uma dissociação do tempo da experiência feminina com o orgasmo e os barulhos que elas emitem, e indicam que há ao menos um elemento dessas respostas que está sob controle consciente, dando às mulheres uma oportunidade de manipular o comportamento masculino em seu proveito.
Outra explicação seria que as mulheres estão em conformidade com "um script sexual idealizado".
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
Conheça o novo transtorno do século 21
Redes sociais geram novas angústias. Conheça o fomoTranstorno é visto por psicólogos como reflexo do século 21.
A programação é encontrar os amigos e sair para a balada. Ao chegar ao barzinho onde combinou de encontrar com a galera, você escuta a conversa dos outros. Confere as filipetas que lhe entregam e ainda checa as redes sociais. É aí que descobre outros eventos igualmente interessantes na mesma noite e se pergunta: "Será que me divertiria mais lá do que aqui?". Sem perceber, o fomo (fear of missing out) – medo de estar perdendo algo, em português – se alojou em você.
O nome lançado pelos norte-americanos virou verbete popular e caracteriza a ansiedade causada, principalmente, pela interferência do celular e das redes sociais nas escolhas diárias de milhões de homens e mulheres. Como uma angústia que acomete aqueles que gostariam de estar presente em todos os locais bacanas da sexta-feira à noite, por exemplo. Ou mesmo entre pessoas que gostariam de realizar mil e uma atividades no trabalho para mostrar eficiência. Nem pensar em perder algo dito e compartilhado como "o mais legal", "o mais importante". O resultado é um sentimento de perda e de culpa.
Encarado por psicólogos e outros especialistas como reflexo das mudanças aceleradas do século 21, tanto em valores quanto em comportamentos, o fomo promete gerar mais estresse. Um levantamento da Internacional Stress Management Association no Brasil (Isma-BR) mostra que 82% dos adolescentes na faixa dos 16 aos 18 anos apresentam um quadro de ansiedade. Entre os entrevistados, 54% disseram sofrer de falta de concentração.
Mas os adolescentes não são os únicos. Dados levantados pela empresa de publicidade e marketing JWT, divulgados em maio passado, confirmam: um número crescente de adultos sofre de fomo. Aplicada nos EUA e no Reino Unido, a pesquisa revela que 72% dos entrevistados, de 18 a 33 anos, têm "medo de perder algo".
No Brasil, a realidade não é diferente. De acordo com a Isma-BR, esse comportamento tem aparecido, frequentemente, em brasileiros maiores de idade. O perfil é: indivíduos em posições de visibilidade em empresas, altamente competitivos e ambiciosos.
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
Conheça os perigos do estresse feminino
Conheça os perigos do estresse feminino
Mulheres brasileiras estão entre as mais estressadas
Trabalho, tarefas domésticas, filhos, marido. Com tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo, às vezes é difícil manter a calma.
Estudo realizado pela Nielsen Company em 21 países e divulgado em julho apontou que 67% das brasileiras se dizem estressadas. O resultado deixa o país em 4º lugar no ranking de estresse feminino, à frente de países como a Nigéria e a Malásia. A pesquisa creditou a causa do mal aos múltiplos papéis desempenhados pela mulher na sociedade - em economias emergentes, como no caso do Brasil, seria mais difícil conciliar vida profissional e vida pessoal.
Segundo especialistas, o estresse não é completamente ruim. Em fase inicial, ele dá ânimo, vigor e torna a pessoa mais produtiva. Porém, quando atinge níveis mais graves, pode desencadear problemas físicos e emocionais.
Entre as consequências do estresse, estão a queda de cabelos, aumento da secreção sebácea e dermatites.
- O estresse baixa a imunidade do organismo, deixando-o suscetível a vários desequilíbrios, entre eles o do couro cabeludo - explica a terapeuta capilar Patrícia Maciel.
De acordo com Patrícia, a queda de cabelo de fundo psicológico é tratada com a ação simultânea de terapeutas capilares, psicólogos e, inclusive, neurologistas.
O estresse também pode contribuir para o aparecimento de ansiedade, nervosismo, dificuldade de concentração e alterações de humor sem motivo aparente. Além disso, quando alguns hormônios do estresse são liberados - adrenalina e cortisol, principalmente -, ocorre a diminuição da atividade do sistema imunológico. Isso pode desencadear desde simples alergias até hipertensão arterial, doenças cardíacas, câncer, complicações pulmonares e cirrose.
- Uma das principais consequências do estresse ao sistema cardiológico é a aterosclerose, uma diminuição do fluxo sanguíneo nas artérias coronárias. Esta diminuição é causada pelo aumento da produção dos hormônios do estresse, com consequente redução do nível de oxigenação do miocárdio - explica o cardiologista Manoel Carlos Beldi Castanho.
O médico também alerta que o estresse libera colesterol, o que entope as artérias e pode causar infarto.
- Além disso, também podem acontecer acidentes vasculares cerebrais devido ao aumento da pressão arterial e dos batimentos cardíacos - complementa o doutor.
Para a psicóloga Cláudia P. S. Nogueira, uma maneira de lidar com o estresse é aprender a avaliar os acontecimentos de forma mais realista, pois, assim, a pessoa consegue desenvolver habilidades para enfrentar obstáculos da vida e poupar a saúde.
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